29/11/10
Crónica ??
É que se habituaram depressa, meia dúzia de semanas a cumprir rotina e já reclamam!!
Pois bem, serve este post em jeito de justificação para vos dizer que vou voltar á rotina de uma crónica semanal, mas esta semana (e proxima provavelmente), por motivos implícitos na mensagem anterior, precisei quebrar a rotina e deixo a proxima crónica sobre Plutão, para dias menos atribulados.
Como bem sabe, quem sabe algo sobre Astrologia, falar do senhor Dom Plutão exige concentração e dedicação, e como tal não pretendo faltar-lhe ao respeito, tratando levianamente, deuses me livrem...
Fica então prometida a continuação da saga mitológica através dos signos zodiacais não tarda nada!
Até já
27/11/10
Novidades

18/11/10

“ Conhece-te a ti mesmo”
Larguem as mantas e afastem os aquecedores!
Hoje isto vai aquecer! É que chegamos à 5ª crónica, outra maneira de dizer, ao 5º signo do zodíaco, Leão, ou seja a casa do Sol.
Como já tendo sido habitual, começarei por contar o mito por trás do símbolo zodiacal.
E para este mito, viajamos até aos céus da Grécia que Apolo percorria todos os dias, de leste para oeste, num carro flamejante puxado por quatro corcéis, para levar luz e calor aos homens.
E facto importante e a não esquecer, como mencionado na crónica anterior, é o de Apolo ser irmão de Selene, a lua. Que é uma maneira de dizer que os dois princípios astrológicos, tal como quando se fala de irmãos, devem ser igualmente considerados, mas isso são contas de outro rosário em forma de texto, que há-de surgir mais lá para a frente.
Vamos lá saber um pouco da lenda de Apolo.
A primeira aventura que se lhe conhece, além das famosas atribulações pré natais, comuns a todos os deuses, tinha ele cerca de um ano de idade. Sempre precoces estes Deuses! Para livrar a mãe da sua inimiga, a serpente Píton, encurralou-a em Delfos onde a matou, usando a sua grande habilidade na arte do arco e flecha.
Foram lhe atribuídos diversos atributos, um deles o da adivinhação, por representar a luz que ilumina o caminho para a verdade. Na frase inscrita nos portões do Oráculo de Delfos, a ele dedicado em homenagem ao seu feito, “Conhece-te a ti mesmo”, poderíamos ler esse propósito de auto conhecimento que a Astrologia propõe. E é por isso, que a primeira coisa que astrologicamente, e lamentavelmente para muitos a única, que sabemos sobre nós próprios é a posição do Sol no nosso mapa.
Outro dos atributos do deus luminoso era o de criar doenças e pragas, assim como o de as curar.
Um das dádivas mais importantes de Apolo aos mortais, foi um dos seus filhos, parece que teve muitos, Esculápio (Asclépios para os Romanos).
Mais uma achega mitológica, à cura através da consciência e do auto conhecimento. No famoso santuário em Epidauro, um dos métodos terapêuticos utilizados era a música, outra dádiva e atributo de Apolo. Demonstração da evidência que hoje voltamos a admitir que a cura precisa alimentar a alma e não resumir-se somente ao aspecto físico.
Em conversa com a(o) vossa(o) astrólogas+o), analisando o vosso tema natal, para que possam cumprir a frase que dá título a este texto, ouvindo sobre o posicionamento por signo e por casa do vosso Sol, podem ficar a saber algo mais sobre o vosso propósito, sobre a vossa missão, enfim sobre as habilidades com que podem brindar os restantes mortais.
Para terminar, aqui fica uma oração egípcia a Rà, uma outra manifestação de Apolo ou Febos, escrita pelo faraó Akenathon.
Ó Rá,
Na alvorada abres todos os horizontes,
Cada mundo de vida que fizeste
É conquistado pelo teu amor.
Como a luz do dia segue a ti,
Ela anda em paz...
Tudo o que foi criado
Foi criado em teu coração:
A Terra, as pessoas sobre ela,
Os alados, os de quatro patas,
Os que nadam, todos...
Eu sou teu filho.
Na maior de todas as alvoradas,
Eleva-me!
12/11/10
As fases ou faces da Lua
http://http://anaanes.blogs.sapo.pt/75252.html
07/11/10
Aos Amigos :Muito mais é o que nos une, do aquilo que nos separa
Mas dado que a vida é mais do que a vida de quem estuda, também é Vida.Roubei aos estudos várias horas para alimentar a minha alma noutras andanças menos bibliográficas.
No caminho para casa depois do encontro com umas castanhinhas e um Lambrusco tinto em casa da Susana, veio esta urgência em celebrar em palavras os meus amigos.
Vénus e Mercúrio em Leão na casa XI, traduz-se assim, nesta imensa vaidade que tenhos nos meus amigos. E porque a casa XI , é também sinónimo de diferença que une, cada um diferente e todos iguais, apeteceu fazer esta reflexão sobre os vários tipos de amizades...sobre o que nos une.
Comecei por pensar na 6ª feira: entre amigos de há tanto tempo, que os que une soa a laços de sangue e amigos de há pouco tempo, e com laços ainda ténues e pouco estruturados, mas criados na alegria e partilha despreocupada tipica de quem precisa de desanuviar depois de uma semana de trabalho. A isto juntamos um espaço familiar, com aquele sabor maravilhoso que vem de sabermos que está sempre lá e onde podemos aportar sem qualquer combinação anterior. Uma casa fora de casa!
Depois revi o sábado, aniversários de amigos com laços tão diferentes e ao mesmo tempo, tão fortes que se estranham.
Durante a tarde amizades que se desenvolvem, porque se reconheceram, e voltando á astrologia, e considerando que um significante da casa XI é a internet, celebrei esta posição astrológica, em conversas saborosa e estranhamente próximas com duas amigas que a novas tecnologias trouxeram para a minha vida. Naquelas conversas só possiveis pelos laços lunares emocionais e femininos, em que se desfiam com a mesma facilidade banalidades e com que se ao fundo do coração e se mostram as marcas escondidas.
No aniversário do Ricardo, um sabor delicioso dos amigos cuja origem já quase se esquece, e dos laços entrelaçados noutros amigos.O sabor da história que vamos acompanhando, desfrutando do passar dos anos, navegando entre as mudanças que a vida trouxe a cada um de nós, e mantendo essa coisa que une, recusando a inevitabilidade aparente que o quotidiano nos vai afastando.
Depois, e apesar do cansaço que já pedia atenção, o aniversário da Susana, leva-me a outros caminhos e outros tipos de laços.
Laços profissionais que se poderiam ter pedido na distância, mas que se vão acrescentando e entrençando noutros, solidificando com o passar do tempo e a afectividade.
E a todos os amigos, virtuais e reais com quem nos vamos cruzando e trocando levezas internáuticas, uma outra vez, se encontram laços de todos os tipos. De todas as formas, de todas as cores, sejam futebolisticas ou outras, mais intensas, ou mais leves, todos eles formando uma teia que me sustenta, que me suporta, que me envaidece!!
De TODOS,com orgulho enorme digno de Leão , a minha conjunção Venús, Mercúrio vos homenageia nesta música.
05/11/10
As subidas ( e descidas) de Mercúrio
http://anaanes.blogs.sapo.pt/65382.html
30/10/10
29/10/10
Vénus no blog Ana Anes
Como é costume nestas coisas de deusas e deuses, existem várias versões sobre o seu nascimento. Nasceu já adulta, e diz-se que é filha de Úrano, fruto do sémen que se espalhou pelo mar quando Saturno, que também era filho de úrano, o castrou.
Coisa muito complicada esta relação pai e filho, e que será fruto de análise noutra crónica. Relevante astrologicamente será o facto de Saturno e Vénus serem irmãos por parte do pai…
E como também, e é melhor que se vão habituando a isto, no essencial a estória dela, é a mesma de Afrodite, deusa grega , nomes diferentes, identidades próximas.
É que a Globalização, não é coisa exclusiva dos nossos dias, os Romanos fizeram-na muito bem e assimilaram tudo o que de mais importante as outras civilizações construíram.
Voltando a Vénus,quando chegou ao Olimpo, andaram todos os deuses á turra para ficar com ela, arrebatados pela sua beleza.
Tal como agora, naquele tempo certos favores precisam ser pagos, e Vulcano tinha ajudado Júpiter numa batalha fornecendo-lhe os raios com que ele derrotou os gigantes, logo teve direito a benesse especial.
Pobre de Vénus presa num casamento de conveniência com um Deus. Está certo! era um deus, mas feio como sei lá o quê, e ela acabou por se envolver com outros habitantes do Olimpo.
Uma dessa estórias foi abordada na crónica anterior e é mais famosa de todas. Foi a da paixão por Marte, que acabou enredada por uma rede invisível lançada pelo marido ciumento e exposta à risota de todos os outros deuses.
Adoro um pormenor que só mesmo uma deusa seria capaz. Ao ser abandonada por Marte após a exposição pública, Vénus ressentida lançou-lhe uma maldição.
Como qualquer mortal do sexo feminino sabe, este é um estado pouco propicio a boas ponderações. E vai que Vénus resolver amaldiçoar Marte fazendo com que ele se apaixonasse por qualquer uma. Obrigadinha Vénus.
A sua ligação com Mercúrio e Baco, também encheram páginas de revistas e os filhos destas relações acabaram por ter o seu lugar. De Mercúrio nasceu Hermafrodito e de Baco Príapo. Todos eles personagens habituais de estórias bem apimentadas.
Há ainda o episódio delicioso, com Adónis, que acabou transformado em cervo, por Marte muito zangado por ter sido trocado por um mortal. Boa lição para os mortais que se atrevem a meter-se com Deusas, não concordam?
E de mitologia o essencial está referido, e traduzindo para astrologia, e com a ajuda de um(a) bom(a) astrólogo(a), através da colocação por signo e casa do planeta Vénus no vosso mapa, das suas dúvidas e certezas, podem obter pistas preciosas sobre como usar este pequeno tesouro, sobre o que apreciam e como a manter feliz. Não vá ela lançar-vos uma maldição…
inhttp://http//anaanes.blogs.sapo.pt/
24/10/10
Mesmo que voltem as forças, não me separo de mim

Entrei na dança de roda
Mas não cheguei a dançar.
Enganei todas as voltas
– Não me deixaram ficar
Desci por não ter mais forças
As águas verdes sem fundo.
Mesmo que voltem as forças
Não quero voltar ao mundo.
Entrei na dança e pedi
Alguém que fosse meu par.
Não falei senão de ti
– Não me deixaram ficar.
Desci por não ter mais forças
As águas verdes do lago.
Mesmo que voltem as forças
Não voltarei a ser escravo.
Entrei na dança contente
De poder enfim dançar.
Quando viram quem eu era
– Não me deixaram ficar.
Desci por não ter mais forças
As águas verdes sem fim.
Mesmo que voltem as forças
Não me separo de mim.
22/10/10
E com Marte tudo começa

Então hoje começo a falar de astrologia, continuando a não falar da mesma,e ainda assim falando.
Porque vamos começar por conhecer um pouco sobre Marte. E não por acaso, claro, porque tal como o pai natal e os unicórnios, acaso é coisa de estórias e não da vida real.
Começamos por Marte, porquê? Dizem vocês
Porque sem Marte não há inícios. Regente do 1º signo do zodíaco, Carneiro, é por ele que nascemos, que nos levantamos de manhã, que iniciamos as crónicas no blog da Ana, enfim, sem Marte não há inícios.
Simboliza o impulso de acção que rompe a inacção. E quem tiver algum Carneiro por perto, sabe bem do que falo…
Deste senhor contam-se muitas histórias e muitas versões. E se por acaso lerem algum estória semelhante e em vez de Marte encontrarem o nome Ares, não se admirem, é o nome que ele usava para os Gregos.
E a que mais gosto é a estória de amor de Marte e Vénus, deusa do Amor e da Beleza.
E como até os Deuses tinham dificuldade em cumprir regras e normas, a coisa foi complicada porque Vénus era casada com Vulcano, que obviamente não achou piada nenhuma aquele romance e armou-lhes uma rede. E quando escrevo rede, não estou a usar uma figura de estilo, já que ele atirou-lhes para cima com uma rede mesmo. E ainda chamou todos os Deuses para presenciarem a cena…
Deste amor nasceu o famoso e celebrado Cupido, que anda por aí a disparar flechas e, como se vê pelo exemplo paterno, nem sempre sabe o que faz.
Conta-se que Marte teve outros filhos, que o acompanhavam nas batalhas, Deimos (medo) e Fobos (terror), e que apesar de durão tinha o seus momentos de fraqueza . as más línguas asseguram que numa batalha, quando uma pedrada de Palas o derrubou, chorou como um menino mimado.
Quando consultarem a(o) vossa(o) astróloga(o) perguntem que tal está o vosso Marte e poderão entender melhor porque vos tem faltado a energia ou, então, porque se sentem tão heróicos e assertivos.
Peçam para vos falarem sobre o signo onde ele encontrou poiso no vosso mapa, e saberão melhor como podem mantê-lo sob controlo e usar esta força vital a vosso favor.
E acima de tudo, não o irritem, porque tem fama de ser irascível.
19/10/10
Lançamento do blog da Ana Anes
Amiga(o)s,
Cá está o convite para a Festa de lançamento do blog da Ana Anes.
Já ouviram falar no assunto, e vão poder ler-me por lá às 6ª feiras, e se quiserem podem fazer-me companhia na festa!!
Tragam companhia ( a entrada é livre) e preparem-se para se divertirem, a Ana organizou uma festa 10 estrelas, eu vou adorar abraçar-vos :)
até lá
17/10/10
Com a cabeça na Lua
Há uma alegria selvagem em estar vivo. Há uma embriaguez da existência. Cada hora é uma amante para o meu desejo infinito
Lundkvist , Arthur “Poema”
Ia a minha mãe a caminho da praia, e eis que, uma vez mais, lhe estraguei os planos e lá acabou ela por ter que ir a caminho da Maternidade Júlio Dinis. Cheguei no dia 11 de Julho do longínquo ano de 65.
Digo uma vez mais, porque a presença de Úrano e Plutão, na casa 12, que também está associada ao período intra uterino, são indícios de que ela deverá ter passado um mau bocado já antes de eu nascer.
Já a mim, estes indícios, deram a sua dosinha que me trouxe até aqui, e segundo as palavras do Leonel Verdeja , não fosse a Astrologia, me poderia ter levado á loucura… salva no último momento!!
Pelo ano de 1986, vivia eu uma outra encarnação, e um curso de design de moda e no mundo, foi onde achei que ia encontrar o meu canto, e levou-me aos mundos dos trapos até 1990. Nesta altura resolvi tentar outra encarnação como empresária, mas o Deuses tinham outro plano para mim e pouco tempo depois ainda tive que voltar á encarnação anterior na trapice.
Andava eu a tentar encontrar uma encarnação que me assentasse bem, até que em 1993, a minha melhor e mais perfeita obra-prima nasceu, no dia 11 de Março e fez-me renascer uma vez mais, desta vez num papel que não me sabe nada mal. Ilumina cada túnel, cada esquina do meu caminho.
E porque nem sempre percebemos muito bem para onde estamos a ir, sem nenhuma noção do que estava para chegar, em 1998 aproveitando um interregno profissional dei voz á minha Vénus em Leão e tirei uma formação em reproduções de arte na Nova Acrópole.
Como poderia adivinhar que daí viria a Astrologia? Loucos os caminhos da vida! Porque depois desse 1º curso veio o curso de iniciação á filosofia do oriente, e por aí fora… e o primeiro contacto com os astros
Resistindo á excelente qualidade da nossa programação televisiva e cheia de tempo livre na carteira, passou-me pela cabeça fazer um curso de iniciação á Astrologia.
Julgo sempre que sei algo coisa do que me vai acontecer, e repetia sempre que era só curiosidade!! Coisas de ascendente em Virgem com a mania de que controla o fluxo da vida…
E mesmo decidindo começar o curso com o Paulo Cardoso, dizia a quem me ouvia que era só um hobby! É que sou mesmo casmurra…
Mas ainda foi preciso que umas amigas começassem a pedir consultas para que eu percebesse que estava ali a minha língua mãe, e que me é muito fácil natural do que o português.
E a partir daí finalmente aprendida a lição, tem sido sempre a caminhar, muitas vezes sob a inspiradora orientação do Nuno Michaels.
O aconselhamento astrológico permitia aceder a camadas bem profundas da identidade, e aí começou uma inquietação profunda. Feito o diagnóstico, e nada mais a fazer??
Hummm, não me parece…
E mais uma vez, numa daquelas circunstâncias do acaso, vou assistir a uma palestra do Alberto Lopes e claro está sai de lá inscrita no curso de Hipnose e Regressão, e tem sido sempre a andar. De seguida foi a Hipnose Ericksoniana, e depois em PNL terapêutica com Rosa Basto, e agora o curso de Psicologia na Universidade Lusíada e depois… veremos nas cenas dos próximos capítulos.
Nestas voltas que vos conto, outras ficaram por contar.
Refiro-me a um Fundo de Investimento e Capitalização. Comecei esta conta há 30 anos e sempre que posso vou integrando novos fundos e revitalizando os antigos onde vou buscar energia e apoio a todas estas voltas. Por vezes, foi preciso decidir retiradas dolorosas, para poder investir em fundos diferentes mas necessários ao meu desenvolvimento, foi preciso desapontar investidores parceiros, mas os Deuses tem sido generosos e todos os investimentos sérios resistiram às agruras do desenvolvimento.
E a melhor parte é que neste Fundo, nem a presença de Plutão em Capricórnio vai abalar!
Porque nesta instituição, nesta conta que tenho com os meus Amigos não há crise, nem dos euros nem do dólar!
14/10/10
amigos
Hoje tenho vários motivos para me sentir grata!
Há momentos assim, momentos em que apetece dançar, Obrigada!!
Sou um bocadinho preguiçosa, mesmo assim apetece-me dar graças pelos meus amigos !!( é capaz de ser um reflexo da minha Vénus na casa 11, associada também aos amigos...)
Vai então, que escolhi palavras do grande Vinicius de Moraes para falar por mim... e ele sabe do que fala, ora vejam lá, se não falo verdade...
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.