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Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo «Lince».
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| O possível glifo para Ofiuco ou Serpentário. |
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"Se ao menos uma vez no ano nos lembrássemos do Natal... do espírito do Natal!
De quando em quando, a humanidade atravessa longos períodos de trevas, momentos mais ou menos longos de escuridão, em que os nossos medos, as nossas angústias existenciais vêm à tona e arrastam para o fundo das águas turvas os restos da nossa esperança.
São os ciclos mais ou menos violentos da história da humanidade...
Mas existe humanidade em cada ser humano!
O Inverno em cada ano prepara-nos para este inevitável movimento cíclico em que cada um de nós... depois da euforia inebriante da Primavera, do calor sensual do Verão que nos adormece e excita, experimenta um Outono triste, mas ambíguo, que atordoa.
E é então, no choque da entrada do Inverno, que nós enlouquecemos.
Os dias começam a minguar e no momento mais triste do ano, em pleno solstício de Inverno, quando o dia anterior não pôde ser mais curto, que nasce um novo dia, com apenas mais um “salto de pardal”, mas que traz em si a nova esperança, esse um pouco mais de luz que nós, cristãos sem fé, não lembramos já ter sido o nascimento de Jesus.
O Natal não faz sentido se não conseguirmos partilhar esta pequena chama e transportá-la nos nossos corações, em cada dia, mas sobretudo no dia de Natal... carregada de significado...
Este Jesus menino, é o símbolo da esperança, a pequena vela que ilumina na mais longa escuridão."
Bom Natal para todos!!
Porque a Poesia tem lastro...
Porque os Poetas que somos, somos porque ouvimos os Poetas...
Assim me recordo de Mário de Sá Carneiro enquanto penso em mim…


“ Conhece-te a ti mesmo”
Larguem as mantas e afastem os aquecedores!
Hoje isto vai aquecer! É que chegamos à 5ª crónica, outra maneira de dizer, ao 5º signo do zodíaco, Leão, ou seja a casa do Sol.
Como já tendo sido habitual, começarei por contar o mito por trás do símbolo zodiacal.
E para este mito, viajamos até aos céus da Grécia que Apolo percorria todos os dias, de leste para oeste, num carro flamejante puxado por quatro corcéis, para levar luz e calor aos homens.
E facto importante e a não esquecer, como mencionado na crónica anterior, é o de Apolo ser irmão de Selene, a lua. Que é uma maneira de dizer que os dois princípios astrológicos, tal como quando se fala de irmãos, devem ser igualmente considerados, mas isso são contas de outro rosário em forma de texto, que há-de surgir mais lá para a frente.
Vamos lá saber um pouco da lenda de Apolo.
A primeira aventura que se lhe conhece, além das famosas atribulações pré natais, comuns a todos os deuses, tinha ele cerca de um ano de idade. Sempre precoces estes Deuses! Para livrar a mãe da sua inimiga, a serpente Píton, encurralou-a em Delfos onde a matou, usando a sua grande habilidade na arte do arco e flecha.
Foram lhe atribuídos diversos atributos, um deles o da adivinhação, por representar a luz que ilumina o caminho para a verdade. Na frase inscrita nos portões do Oráculo de Delfos, a ele dedicado em homenagem ao seu feito, “Conhece-te a ti mesmo”, poderíamos ler esse propósito de auto conhecimento que a Astrologia propõe. E é por isso, que a primeira coisa que astrologicamente, e lamentavelmente para muitos a única, que sabemos sobre nós próprios é a posição do Sol no nosso mapa.
Outro dos atributos do deus luminoso era o de criar doenças e pragas, assim como o de as curar.
Um das dádivas mais importantes de Apolo aos mortais, foi um dos seus filhos, parece que teve muitos, Esculápio (Asclépios para os Romanos).
Mais uma achega mitológica, à cura através da consciência e do auto conhecimento. No famoso santuário em Epidauro, um dos métodos terapêuticos utilizados era a música, outra dádiva e atributo de Apolo. Demonstração da evidência que hoje voltamos a admitir que a cura precisa alimentar a alma e não resumir-se somente ao aspecto físico.
Em conversa com a(o) vossa(o) astrólogas+o), analisando o vosso tema natal, para que possam cumprir a frase que dá título a este texto, ouvindo sobre o posicionamento por signo e por casa do vosso Sol, podem ficar a saber algo mais sobre o vosso propósito, sobre a vossa missão, enfim sobre as habilidades com que podem brindar os restantes mortais.
Para terminar, aqui fica uma oração egípcia a Rà, uma outra manifestação de Apolo ou Febos, escrita pelo faraó Akenathon.
Ó Rá,
Na alvorada abres todos os horizontes,
Cada mundo de vida que fizeste
É conquistado pelo teu amor.
Como a luz do dia segue a ti,
Ela anda em paz...
Tudo o que foi criado
Foi criado em teu coração:
A Terra, as pessoas sobre ela,
Os alados, os de quatro patas,
Os que nadam, todos...
Eu sou teu filho.
Na maior de todas as alvoradas,
Eleva-me!